
.“Espero que a pessoa que entre nas minhas exposições não seja a mesma ao sair” diz Sebastião Salgado. “Acredito que uma pessoa comum pode ajudar muito, não apenas doando bens materiais, mas participando, sendo parte das trocas de idéias, estando realmente preocupada sobre o que está acontecendo no mundo”.
“.Sebastião Salgado brasileiro reconhecido mundialmente por seu estilo único de fotografar.
Nascido em Minas Gerais, é um dos mais respeitados fotojornalistas da atualidade. Nomeado como representante especial do UNICEF em 3 de abril de 2001, dedicou-se a fazer crônicas sobre a vida das pessoas excluídas, trabalho que resultou na publicação de dez livros e realização de várias exposições, tendo recebido vários prêmios e homenagens na Europa e no continente americano.” Site: noismemo.files.wordpress.com/2008/10/sal.jpg
.Procurei muitas obras, mas a que mais tive segurança em discutir foi essa fotografia de Sebastião Salgado essa foto foi tirada na África, uma foto que choca que sensibiliza.
.O corpo fala muitas vezes mais do que as palavras, apesar dessa imagem parecer estática para muitos para mim não, pois depois de um semestre de curso consigo ver movimentos no que supostamente esta estático a imagem exposta nos mostra uma luta que não é arte marcial, mas uma luta pela vontade de viver, essa imagem retrata um lugar marcado pela fome e miséria um lugar que hoje esta sediando um dos maiores eventos futebolísticos do mundo a Copa do mundo, paro para pensar e me surge uma incógnita, que tipo de jogo é esse? Pois não consigo ver espontaneidade nem prazer naquele menininho, consigo enxergar o tempo pois quanto tempo será que ele vai aguentar a fome ia sede, as regras impostas com certeza não teve a participação dele na pré elaboração.Bom tenho certeza não é um jogo lúdico pois segundo Huizinga (2004, p. 13) ” O jogo lança sobre nós um feitiço: é “fascinante”, “cativante”. Onde esta o cativante neste jogo?. Onde nessa fotografia esta a interação que um jogo cooperativo proporciona ? em um jogo cooperativo existe a proposta de sociabilização mas o que vejo é exclusão de um individuo que para mim não teve a oportunidade de participar nas construção das regras e que talvez nunca tenha tido a oportunidade de participar de uma brincadeira de criança como as brincadeiras vistas na obra “jogos e brincadeiras infantis” de Pieter Brughel, Brotto destaca a “Ética Cooperativa: con-tato, respeito mútuo, confiança, liberdade, re-creação, diálogo, paz-ciência, entusiasmo e continuidade” parece até ironia onde esta o respeito entusiasmo naquela fotografia? uma coisa é certo não pode haver uma continuidade, mas como parar essa exclusão isso é muito discutido e infelizmente não sai da discussão as pessoas colocam a culpa nas autoridades mas essas pessoas são pessoas que não tem certos valores incorporados, valores este que só tem através de vivências, vivências que trazem a consciência de que o coletivo pode fazer muito mais do que um só.Segundo Daolio (1995, p.39-40) “O homem, por meio do seu corpo, vai assimilando e se apropriando dos valores, normas e costumes sociais num processo de inCORPOração (a palavra e significativa).”valores que eu incorporei depois de me vestir de palhaço e ir para paulista alegrar o transito de São Paulo, que dizer eu não eu e meu grupo de pesquisa, alegria que pretendo proporcionar a pessoas que se encontram igual aquele menininho da fotografia alegria que vai agir em um corpo que não é maquina um corpo que segundo (Thérèse Bertherat, 1999) para conforma-se , se deformou ,corpo que foi substituído por um corpo estranho, corpo esse que nada esquece e não se divide em seus aspecto corpo que é total, corpo que somos nós.
. Como pensar em dança em cima de uma fotografia de um menininho que participa de um jogo que não é lúdico, de um menininho que esta excluso, não penso na dança ao observar a dura realidade que esta exposta nessa fotografia mas sim na cultura africana com suas danças afros danças diferentes porque não são da minha cultura mas que me faz se apropriar de valores, valores que me faz sair apenas do procedimento alienado e me faz tomar contato com o conceito, conceito esse que traz a idéia de diversidade cultural de dinamismo corpos complexos e me faz mudar a atitude quebrando meus paradigmas (Darido, 2007).
Bibliografia:
DAOLIO, Jocimar. Da cultura do corpo. Editora: Papirus, Campinas, 1995, 108 p.
BRUEGHEL, Pieter – Obra: Jogos Infantis, 1560.
HUIZINGA, Johan. Homo Ludens: O jogo como elemento da cultura. Editora: Perspectiva, São Paulo, 2004, 5º ed. 256 p
BROTTO, Fábio O. – Jogos cooperativos: O jogo e o esporte como um exercício de convivência. Santos: Projeto Cooperação, São Paulo, 2002.
BERTHERAT, Thérèse. Com a colaboração de Bernstein Carol. O corpo tem suas razões: antiginástica e consciência de si. Editora: Martins Fontes, São Paulo, 1999, 2°tiragem, 223p.
DARIDO, Suraya C. – Para ensinar educação física: Possibilidade de intervenção na escola. Editora: Papirus, Campinas, 2007, p.341.
Site : noismemo.files.wordpress.com/2008/10/sal.jpg
.Autor da presente matéria: WAGNER, Mario N. Aluno da unicid, Curso: Educação Física.
2 Comentários
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Gostei paks do testo velho. Mostrou um outro Mario Neto…
Vamos, pois a evolução é certa !!!
Abç!!
Valew mano, obrigado mesmo!!!
cara vc ganho um irmão esse semestre
te adimiro muito!!!
abraços